quinta-feira, maio 08, 2014

as oito.




Uma última semana que foi um faz-de-conta pra mais de ano. 
Sempre tive como certo: a melhor hora de sair de cena, é o auge.
Consoante o fiz, aconteceu. 
Conforme aconteceu, estremeci..
Inúmeras são as pessoas que sabem a íntegra da trama. Característica marcante essa que aprendi na caminhada, de não necessitar conseguir esconder-me por inteiro atrás de aquilo ou aquele. Até acho que é o maior orgulho que tenho entre as minhas novas qualidades: o tal do livro aberto. Ou as gavetas.
Todavia, essa mania adquirida de não ter uma fantasia no roteiro - ainda que houvesse uma embargada carapuça emocional - fez com que cada dedilhada de outros para uma virada de página (ou, em alguns casos, abertura de pernas), trouxesse uma carga de apego fantástica. 
Trago essa palavra justamente por sua etimologia. Do fantástico. Do feérico.
Por conseguinte, foi fazendo uma alusão bem barata à deslumbrante saga companheira desde sempre, para sempre e agora em pele, que fui-me embora de Pasárgada.
Tive incontáveis relíquias nesse tempo e, como numa rebelião emudecida, tiveram a pachorra de tornarem-se Horcruxes. 
A pedra, a nota, o patuá, o saxofone, o pomo, a placa, o cinzeiro e o chaveiro. 
Entretanto, esses objetos nos quais estão contidos fragmentos de alma não me tornam imortal. De maneira contrária. O quão mais sólidos eles se mostram, menos diáfano desponta o Tempo. Ele, fanfarrão, passou. 
Ao entrar em mais uma era geológica do meu mundo - cujo ambiente se modifica, o interior se renova e as interações ora se estabilizam, ora se extinguem -, o Senhor Tempo encarregou-se de deixar esses resquícios terrenos para indicar a sua presença constante, eterna e etérea, posto que sempre de passagem. 
E devo agradecer-lhe, Senhor, pelo incansável movimento como comportamento. O trabalho que não tive coragem de concluir, o ciclo que não conseguia encerrar. Ambos foram abarcados com você para mais um desafio, Rio Estíge abaixo. 
Embora ainda estejam em evidência vários calcanhares de aquiles nessa história toda. 
O tempo, contratempos, novos acontecimentos e aborrecimentos. 
Bom dia, São Paulo. E que venham muitos "milhinhos"...

segunda-feira, dezembro 16, 2013

sem réplica.

Bom, vamos lá.
Foi bastante difícil dizer tudo o que eu te disse aquele dia, no Handover. Mas eu tive momentos que deixei de dizer e gostaria de tê-lo feito.
Abri o coração com a maturidade de quem sabe o que quer e entende que a recíproca seria nebulosa.
Ao contrário do esperado, a recíproca não foi nebulosa, e sim, decepcionante. Não foi um "podemos descobrir juntas". Estava mais para: "Você é uma segunda opção".

E eu aprendi a não ser segunda opção.
Então, desculpa se te magoei. Foi absolutamente sem intenção, até porque o que eu mais queria era te fazer junto a mim. Mas foi tudo ao contrário. Você, eu, ela, ele, nós todos.

Ok. Fique bem.
Você é mais mulher do que pensa ser. Vai aguentar tudo muito bem.




domingo, julho 14, 2013

15 de julho.

Fez-se em frente ao mar, o primeiro aniversário.
Dele, da amiga, da vovó.

Para nascer em julho, a concepção deve ocorrer em outubro. Que data mais ousada!
Pois bem, parabéns a todos os envolvidos pela coragem, embora tenha até feriado de viagem.

Engraçado como essa nostalgia para e fica, né?
E pronto, é isso. Ficou.
Acho que vou dormir pra não sentir.. Já que todo sentimento, é sentido e é passado.




terça-feira, julho 02, 2013

descobri um blog

"Sei que ainda espera por mim no mesmo portão enferrujado. Sei, também, que ainda me encontra dentro das músicas que, hoje, já estão fora de moda. Sei que continua lendo as minhas colunas despudoradas e que nelas, ainda procura algum indício desse nosso velho amor. Sei que ainda se lembra das minhas velhas caretas, agora sem graça, em minha cara mais enrugada. Sei que ainda sente falta daqueles domingos infinitos debaixo do edredom e das poesias deixadas sobre teu travesseiro. Sei que sente falta das tantas coisas que escrevia só para te dar razões para enfrentar uma nova semana. Sei que teus batimentos ainda falham, só por um segundo, quando se engana e na multidão vê alguém parecido com meu eu antigo. Sei que ainda se lembra de mim a cada gole de café e que quando olha para xícara vazia, quase morre em meio à falta de nossas transbordantes conversas. Sei que ainda torce para que eu não desista de escrever e que espera ansiosa pelo meu novo livro. Sei que ainda vê o quarto girando quando, depois de muitos goles a mais, deita sozinha na escuridão do quarto e mais uma vez, jura que nunca mais beberá nada além do inofensivo suco. Sei que ainda sabe o quanto eu sei de ti, mas que insiste em disfarçar e que em silêncio: implora ao tempo para me apagar de vez."

http://www.entendaoshomens.com.br/ainda-sei-aquilo-que-quer/

quarta-feira, maio 29, 2013

Φ

Para tudo há um padrão. 

Escrevo isso com certo receio. Penso: "Logo eu, que tenho fortes propensões a ridicularizar os ciclos intermináveis e as pessoas que querem fazer sempre as mesmas coisas e obter resultados diferentes". 
Justo eu, que amedronto-me fronte à rotinas, que tenho vontade de explodir os dogmas e as regras infundadas acima de assuntos polêmicos e necessariamente passíveis de discussão. 

Contudo, novamente o padrão. 
É quase o número de ouro (http://pt.wikipedia.org/wiki/Propor%C3%A7%C3%A3o_%C3%A1urea), um enigma transcendental, que somado, subtraído, dividido continua sempre o mesmo.
Este número irracional, cuja sequência aparece na natureza, no DNA, no comportamento da refração da luz, dos átomos, nas vibrações sonoras, as quais são personagens quase principais de nossas ações padronizadas - por exemplo, escutar música escrevendo textos é uma ação bem padronizada (Placebo - Special Needs).
Assim como no crescimento das plantas, nas espirais das galáxias, dos marfins de elefantes, nas ondas no oceano, furacões e afins.. Nas batidas do coração.  
Sendo assim, se até as pirâmides, as plantas e os retângulos apresentam este padrão (dentro de suas devidas regras), qual seria o motivo de nossas ações serem diferentes? 

A questão é que, ao contrário das pirâmides, das plantas e dos retângulos, nós podemos construir novos padrões. Ou encabeçar padrão nenhum. Nós temos a capacidade de recomeçar, de reinventar. Sair desse quadrado, embora este ainda contenha algum misterioso número que o torne passível de raiva. 

E é assim que defendo uma frase que vi hoje: Algumas vezes é preciso silenciar, 
sair de cena, e esperar que a sabedoria do tempo termine o espetáculo.

Justo? Sim, justo será tentar uma nova ação e deixar que o ego seja deixado de contra-regra nessa peça, afinal, há muito mais em jogo que somente uma dose de pontos fracos.. 

segunda-feira, maio 27, 2013

ft 1.


uma nova série, para uma nova era; 
fotos comentadas: 



e nem todos os soldados, vão à guerra.

melhor assim

"Você poderia postar no seu blog, né?"
"Agora que tais aqui, tenho certeza que amanhã terá post novo".

Um inexorável certeza, tal que, se formos pela lógica, eu sempre obedeço.

Pede, enlouquece, e nega. Sim, foi bom negar.
Contudo, insiste. E ela obedece.
Pega o táxi e vai - às 04:43.
Entra no ônibus e volta, sendo uma perfeita vítima da Síndrome de Tourette e desacreditando de ter tomado essa decisão insana novamente. Um ciclo perfeito de culpa por apreciação.

"Estou avaliando", "estou apreciando".
Agora, neste momento, estou encerrando.
As mentiras sinceras que me interessaram, assim como interessavam Cazuza, não têm mais esse efeito.
Fim.

Só pra constar: sem mais xoxota no xou da xuxa.





quinta-feira, março 14, 2013

rompante

Eu queria falar do novo papa. 

Comentar sobre como essa história de "Papa Francisco" é só uma fachada de mais um "Chico". 
Sabe quando dizem de Francisco.. Alguém humilde, benevolente. Alguém que não ostenta toda a pomposidade e a riqueza que é esfregada diariamente na face dos cristãos fervorosos - ou nem tanto assim. 
Esse novo papa é Francisco. Pegava ônibus para ir aos seus benditos lugares, camuflava-se na multidão como um cidadão sem batinas. 
Tem um rosto bondoso, é latino. Sim, o primeiro papa fora da Europa desde 741. Curioso que ele é vindo de uma América que demonstra-se com o maior público da tal religião, enquanto o continente que abriga a Capela Sistina está se degradando em crises, perjúrias e outros tantos problemas.
E mais: Um papa que ousou entregar seus irmãos de hóstia durante uma das mais repressoras e violentas ditaduras que pudemos registrar. É, na Argentina. 
Todavia, tudo bem. É conveniente. Um ex-papa que se destituiu do maior cargo do Clero por motivos que abrangem os mais escabrosos mistérios de uma doutrina ultrapassada, desgastada e irredutível  por motivos de saúde, teve de se afastar de seu cargo com célebre atitude, foi substituído por mais uma fachada. História atrás de história. 

Ah, sim, queria falar também do Pastor Marcos Feliciano.
Como? Alguém explica COMO embasando-se na sanidade de nosso Congresso pôde ser eleito para presidir a Câmara dos Direitos Humanos e Minorias um alguém sem o menor respeito ao próximo, ao igual, ao justo. Alguém que não somente representa o que há de mais porco na forma de governo brasileira: o governo desigual. O governo que pende para lados e quase sempre o mesmo, o dele. Não é o fato da religião - novamente. É o descaso com uma comissão de extrema preciosidade para milhões de pessoas que esperam o respeito mútuo com suas vontades, suas vidas. 
Bom, vai aqui alguns links para ilustrar isso: 
Um gesto nobre em meio a tanta repulsa: http://www.youtube.com/watch?v=A13SPIgCoBA
Uma palhaçada empurrada goela abaixo: http://oglobo.globo.com/pais/primeira-sessao-da-comissao-de-direitos-humanos-marcada-por-tumulto-7828150
E entre meios e defeitos. 

Não preciso nem comentar sobre a rasgação de seda no Senado, né? 
Renan Calheiros, ai, ai. 

Tenho a IMENSA E INEXORÁVEL vontade de detalhar o dia, de comentar sobre o fato de eu ter comprado um milkshake de ovomaltine pequeno e o atendente ter me dado um médio, de pura e espontânea vontade. 

Uma urgência em discutir. 
Em argumentar. 
Em discursar. 

Em pontuar os problemas do mundo, e solucioná-los, como se estourasse uma bolha de cada vez. 

Em filosofar, e como filosófo. Filosofamos. Filosofais. 

O problema é que não é qualquer um que fala sobre isso. 
Na realidade, o problema é que eu não quero falar dessas coisas com qualquer um. 



segunda-feira, fevereiro 25, 2013

tempo vago

Não deve temer o não sentir. 
Não enquanto ele for curto, se apresentar um ciclo de vida completo, entrando em decomposição. 
Porque é neste que surge, que URGE um ápice de qualquer coisa. 

O temível - o terriível - é invisível. 
É o invisível fingir. 
Finge que tá lá, de corpo e alma, entretanto é só casca. 
Finge que quer, contudo é revés. 
Finge que chama, querendo cama. Tudo o que quer é coma. 
Finge que nada acontece. Vai fingindo.

Acho tão engraçado, sabe. Esse aqui é uma cantinho tão escondido. Hoje talvez seja um pouco invadido. 
Estou em Porto Alegre agora. Desbravando uma nova cidade sem ter conhecido nenhum ponto turístico razoável. De fato, eu vim trabalhar. Uma semana que durmo e acordo com os mesmos oito rostos cujas bocas discutem sobre agenda, delegados, planilha, plenária. 

E essa gente workaholic uniu-se formando uma pequena família com seus costumes e contrariedades.
Até ao hospital nossa matriarca me levou!
Uma experiência que está marcando o meu ser, de verdade. 
Isso que a conferência nem começou ainda. Amanhã vamos à Chácara e por lá ficaremos colando "Mário"s nas paredes, nomeando quartos e sendo ainda mais workaholics. 

Como eu adoro tudo isso! Ocupar a mente, levar o corpo a exaustão e não ter espaço para o terrível, o invisível. 

Até porque não se finge quando se esquece. 
Opa, lembrei! 

"Deixa eu" dormir que amanhã tem mais! :) 




sexta-feira, fevereiro 15, 2013

fragmentos de diálogos pt. 1

- Ele falou que meu sutiã é muito bonito.. Sinais de heterossexualidade. 

- É mesmo? - abre um botão da blusa - é, está bem sexy vendo deste ângulo..

Ela, mordendo o lábio com o toque sutil, responde curiosa se deve continuar contando o causo.

- Claro, sem interromper a conversa - Prontamente rebate.

Contudo, ela não conseguia. Era um tal de indecisão, de incerteza, de incoerência que tornou-se muda, fato que não é usual naquela relação. 

- Não vai falar nada? - Indaga ele, agora com alguns botões abertos e a mão em seu colo. 

Ela ergue sua cabeça e surpreende: 

- É uma conversa tátil. 

sábado, janeiro 19, 2013

É 3! É 2! É...

A espera; Na bem na verdade, a espera é sempre um hiato entre uma certeza e a suposta concretização da mesma. A espera é expectativa. É desejo. É vontade. Fisiologicamente falando, a espera é o coração palpitando, o corpo tremendo em êxtase, ansiando por uma verdade. Sintomas como inquietação, rastros de pés pelo chão, aqueles em eterno movimento, andando de um lado para o outro. Até que chega o momento onde não se sabe mais se é o corpo em entropia ou se o chão resolveu mexer-se também. Este estado de espírito é conflitante. Uma confusão, e das grandes. Você ri, você desacredita e volta a acreditar.
A espera pode ser curta. Um segundo para acontecer o que foi mentalmente traçado em milisegundos. Por outro lado, é passível de ser loooooooooooooooooooooooooooooonga. Horas, meses, anos esperando. Calculando. Contudo, independente da propriedade da espera, ela sempre é nervosa. Fervorosa. 
Outras características: Boa ou má? É capaz de transformar-se em notícia, acontecimento, cataclisma. Uma mutação. 
Um fato: esperar é ser três pontos. ...
A espera na qual este texto baseou-se é uma espera que não deveria sê-la. Não era pra ser assim, tão passional. É daquele tipo que dá raiva! Sejamos sinceros: A certeza que acontecerá é um erro. Se fosse um filme, teria um letreiro gigantesco com luzes gritantes e setas despontando de todos os lados: PARE! AGORA! ERRO! 
Todavia, que essa situação toda é digna de filme, eu já sei. 
Mas continuo esperando.. 
...
...
...

domingo, janeiro 13, 2013

vênus&afrodite












"O mito do nascimento da Vênus (Afrodite) conta que esta surgiu de dentro de uma concha de madrepérola, tendo sido gerada pelas espumas (aphros, em grego). Em outra versão, é filha de Júpiter (Zeus) e Dione. Era considerada esposa de Vulcano (Hefesto), o deus manco, mas mantinha uma relação adúltera com Marte (Ares) e outros, mortais.
Vênus foi uma das divindades mais veneradas entre os antigos. Tinha um olhar vago, e cultuava-se o zanago dos olhos como ideal da beleza feminina. Possuía um carro puxado por cisnes.
Vénus possui muitas formas de representação artística, desde a clássica (greco-romana) até às modernas, passando pela renascentista. É de uma anatomia divinal, daí ser considerada pelos antigos gregos e romanos como a deusa do erotismo, da beleza e do amor".


"(...) Após destronar Cronos, Zeus ficou ressentido, pois, tão grande era o poder sedutor de Afrodite que ele e os demais deuses estavam brigando o tempo todo pelos encantos dela, enquanto esta os desprezava a todos, como se nada fosse. 
Como vingança e punição, Zeus fê-la casar-se com Hefesto, o Deus que foi menos favorecido quando trata-se de beleza (segundo Homero, Afrodite e Hefesto se amavam, mas pela falta de atenção, Afrodite começou a trair o marido para melhor valorizá-la). Este usou toda sua perícia para cobri-la com as melhores jóias do mundo, inclusive um cinto mágico do mais fino ouro, entrelaçado com filigranas mágicas. Isso não foi muito sábio de sua parte, uma vez que quando Afrodite usava esse cinto mágico, ninguém conseguia resistir a seus encantos."

domingo, janeiro 06, 2013

2013;

Como usual, reveillon com as ondas sob meus pés e analisando, lisergicamente, os fogos. Estes espiralados, em cachoeira, estrelinhas e sequencialmente sortidos. Zuiiiiiiim - PÁ! Um céu explosivo que marca os próximos 365 dias e dá margem a mais 365 oportunidades, erros e acertos (os criativos que me perdoem, mas este clichê é fundamental!).

Outras tradições de ano novo:
  1. Procurar simpatias para ter mais saúde, dinheiro, arranjar emprego, conquistar o boy magia e afins. Ler todas estas simpatias e nunca realizá-las.
  2. Comprar uma revista com "TUDO SOBRE O HORÓSCOPO DO SEU SIGNO PARA (insira o ano aqui)". Ler com assiduidade sobre o signo de aquário, fazendo combinações com os outros signos e criando suposições de como o ano será. Mês por mês. E, bom, esquecer em dois dias tudo o que li.
  3. Sempre - SEMPRE - passar a virada do ano na praia, com o mar a minha frente. Acredito na paz de espírito que o contato com a água pode fornecer. A imponência e a grandiosidade do oceano é primordial para um começo de ano magistral. Obrigada, Deus Poseidon.Obrigada, Titã Oceano.
  4. Pular as famosas sete ondas com o já conhecido céu em forma de globo de neve completando o cenário que fecha meu dia 31 de dezembro e inicia o primeiro de janeiro. Sempre agradecendo mentalmente aos mais próximos e a mim. E pedindo coisas simples para os mesmos.
  5. Tomar champagne. O suficiente!
Todavia, ainda mais primordial que as manias de passagem, são as promessas feitas. Entretanto há um cataclisma intrínseco, um defeito de fábrica. A minha memória só funciona para guardar datas. Os diálogos tem de ser muito envolventes para serem relembrados, assim como as juras feitas. 
Portanto, escreverei aqui algumas metas para este ano que tem um potencial brilhante (Sim, com certeza aparecerão inúmeros clichês. Get over it). 
  • Escrever. Extravasar os acontecimentos do cotidiano perturbado neste blog pelo menos uma vez por semana. Bem público e exposto, assim como a maioria dos cantos da minha vida; 
  • Mais amor próprio. Cuidar mais de mim. Sim, o famoso "ser mais eu". É revoltante doar-se às causas e aos outros e deixar você de lado. 
  • Beijar na chuva.
  • Responsabilidade. Comprometimento. Elencar prioridades: Monografia, DCE, licenciatura, AIESEC. E, isso mesmo, necessariamente nesta ordem. 
  • Dar adeus à auto-sabotagem.
  • Acampar mais.  
  • Escrever uma monografia de nota máxima.
  • Ter uma grade regrada, disciplinada. Acordar todos os dias numa mesma hora e ir dormir em horários semelhantes (essa já estou descumprindo a 6 dias.. Certinha, mesmo).
  • Exercícios. Bicicleta. Forma física e essa coisa toda. 
  • Dormir sob o céu estrelado. 
  • Ler 2 livros por mês (já contando com o fato de a vida ser corrida demais). 
  • Esta agora é tão paradoxal quando comparada à lista de promessas das pessoas normais: Ser menos easygoing. Reclamar mais e não usufruir da tal "regras para boa convivência". As pessoas aproveitam-se demais disso. 
  • Viajar. MUITO. Uma vez por mês, no mínimo (apesar que em 2012 eu ultrapassei BEM essa meta, mas enfim). 
Ufa, tenho que correr para realizar tudo isso! Na verdade, se precisar correr para o 2013 ser assim, prefiro ir voando e garantir que será deste jeito. Genial!


Importante sobre a virada de 2012/1013: 
http://www.youtube.com/watch?v=rVjibkJ8ezY
http://www.youtube.com/watch?v=lCgqQ-DFStk
http://www.youtube.com/watch?v=o2Iy3NApJg4
e andrei <3 font="font">

terça-feira, dezembro 25, 2012

Caladas ouvintes.

Por incrível que pareça, elas estão lá. Salpicando um infinito negro, pontilhando rotas galácticas por onde passam satélites, aeroplanos e o navio do Capitão Gancho. Sim, elas estão lá. Podem ser novas, antigas e até mesmo semi-mortas, encerrando seus ciclos com explosões em segundos terrestres. 
Elas morrem, como todos nós. No entanto, é indagante analisar que cada uma delas foi alguém. Não é o que dizem? Que quando um ser deixa sua vida na Terra, torna-se uma estrela? E este fato - ou lenda - independe da fisionomia do ser. Afinal, para morrer basta estar vivo. Pelo jeito, para completar o céu também.
Pois bem, hoje eu não as vejo. Elas que sempre foram minhas parceiras de viagem. Basta olhá-las e - TADÃM - uma nuvem sai da minha mente. Quiça seja para criar uma sintonia entre os dois planos misteriosos. O primeiro com suas esferas de luz, o outro com seus problemas cíclicos. 
É, desta vez elas encontram-se somente escondidas, manchadas. O trajeto Florianópolis - Curitiba fora confuso tempos passados. Todavia, não está sendo muito simples desta vez. Espero que seja possível encará-las na volta. 


terça-feira, dezembro 11, 2012

show de íris

a questão é:
a dor incita a arte?

a segunda, a-dor-o
a primeira? ventilo.
sim, ventilo-a-dor (afinal, é calor)

como? um pára-a-queda..
e a dor mexe, adormece
e vai bem, bem, lá pro céu
e machucada será
por arranha-céus

e, por fim,
veremos se a dor
causa arte
em um arco-íris.

sexta-feira, dezembro 07, 2012

Se

(Pela pura e simples vontade de escrever, ok?)

Situações na vida que fazem alguma história virar única. Sabe como? 
É sobre aquela máxima dita: "imagine se você não virasse a esquina, jamais teria desviado a pedra que poderia fazer o ciclista atrapalhar-se e nada seria mais o mesmo". 

É provável que, se não houvesse todo o tremor do dia seguinte, seria um alguém especial, porém, uma história que termina no compromisso com outrém. 

Todavia, um closet foi aberto, suas gavetas foram ESCANCARADAS, vasculhadas, remexidas. E acho que essa quantidade considerável de mexe-mexe, mexeu comigo. Na forma literal, pois foram algumas horas de mexe aqui, mexe ali, e olha, quando remelexo. 

Embora também tenha revirado um pouco de uma forma difusa, arrisco a dizer que é incompreensível . Havia tempo que não escancarava o peito desta forma, embora tenha sido deforma gradual, com confiança, sendo esta adquirida em uma hora. Duas talvez? Bastante não-corriqueiro.

Enfim, por mais que essa seja uma medida paliativa para ver se eu paro de me culpar por não ter voltado do meu mini-coma-bebê com as ligações noturnas, estou explanando um pouco do que iria colocar em pauta. 

Até porque, independente se o mundo acaba hoje, amanhã ou nunca,  o tempo que separa o encontro em que eu peguei definitivamente o meu chapéu e a tua volta da terra das Sakuras e dos louros da vitória Corinthiana dia 16 de dezembro será bastante grande quando adicionamos a minha ida para visitar a família e tudo o mais. E quem sabe, até lá, ambos já não pensamos nada do que pensamos agora.

Só eu sei como o meu pensamento é mutável. 

Por último: Gambarê, Corinthians! :)

2012 (até dia 8 de dezembro)

Pego minha agenda surrada. Cansada de tanto abrir, fechar, de ser útil como memória em meio a compromissos e segredos.

Engraçado como ela começa a ser usada no dia 23 de janeiro. "Agenda DCE", "Inscrições ECA", e mais afazeres que acolhi. Não é que nos outros dias deste cotidiano dinâmico eram limpos, e sim desprovidos de compromissos ANOTADOS, REGISTRADOS. E, ainda assim, era algo que não dá para chamar de leve. Período de férias normalmente não é nem um pouco tranquilo.

Todavia, não são as inúmeras reuniões que eu quero comentar sobre. Hoje, como todo fim de ano que se preze, estou recordando as peripécias de um período que, certamente, foi o mais transtornado da minha singela e humilde existência. Digno quando lembramos que é o ano do fim do mundo.

Só um devaneio, já volto para as confissões de uma jovem-adulta com a cabeça confusa: Eu estava no Havana Bar esses dias conversando com um amigo sobre Calendário Maia. Ele me contou que o dia 21 de dezembro não será o ano do fim do mundo, e sim o início de um novo ciclo. O Sistema Solar, a Terra, os Países e, por conseguinte, nós, estaremos passando da época "Anoitecer" para "Amanhecer". OU SEJA, Os nós vão se dissolver e a vida vai ficar mais fluida. Interessante, né? É possível que o mundo não acabe amanhã, posto que seja dia 20 de deeezembro.

Voltando a minha ideia principal: Embora seja realizador ver que majoritariamente a minha agenda tem suas páginas rabiscadas, com "checks" constantes, são os rodapés das folhas (e da minha vida) que mais me marcam. Esse 2012 me trouxe poucas e boas. Ok, uma grande mentira. Muitas e ótimas é uma melhor definição.

O armário foi se abrindo com suas gavetas mil e as gavetas vomitam decepções, tensões e tesões.
Quase morri, e de verdade mesmo. Nunca havia andado em uma ambulância. Curioso.

Tive um amor maior, este enlouquecido, sem um pingo de sanidade. Intenso, impreciso, de filme mesmo, onde há a paixão avassaladora que você quer gritar, jogar-se de pontes indestrutíveis. Amor assim não dura, todavia, marca.

Fiz 20 viagens, sendo umas 10 a Conferências e neste quesito entra a AIESEC com suas conferências nacionais onde conheci pessoas de culturas diversas e pessoas que quero levar comigo aonde for. A mesma AIESEC com suas conferências locais, fruto de várias horas de reflexão, abertura de mente para nossa cidade, auto-conhecimento. Vontades e desejos. Ah, como aprendi.


Viagens para Turvo, visitar a família. Viagens a Floripa, não tanto pelo mesmo motivo. Fui quase uma habitante Parnanguara. Guarapuava também me acolheu de braços abertos.


Igualmente importante está sendo o DCE, com a responsabilidade de gerir um PUC inteira. 5 campi. 30 mil alunos.. Pesado e revigorante. Conheci TODOS os campi, fazendo a via sacra com seis amigos em uma van, enquanto analisava comentários positivos e pedradas infindáveis. Ah, os golpes do movimento estudantil! Esta política entre acadêmicos onde, por mais que tomem como "jovens baderneiros", encontra-se uma força descomunal, de pessoas no momento de lutar, gritar e exigir seus direitos, e também seus deveres, por que não? Aliás, cada reviravolta que este ano teve no movimento estudantil da PUC. Saber que fui a causa de uma das maiores contramãos do destino do Diretório Central dos Estudantes da PUCPR é carregar uma bomba de confusão. E o mais incrível de tudo isso é levar amigos, companheiros leais. Ter em quem confiar. Saber como contornar. Oficialmente, amadureci.

Tive até um coelho! O Goa, filho, que hoje não sei mais onde encontra-se, no entanto, até na mudança que fizemos (eu e a Luiza, próximo tópico) consegui encontrar bolinha de cocôzinho lindo do coelhinho que perdeu o rabo.

Arranjei uma roomate! E agora são mais 2 roomates! 4 pessoas morando em uma casa de 6 quartos, um quintal gigantesco, a coisa mais linda. E mais confusa.. Estou em estado de adaptação ainda. De todo o auto-conhecimento que adquiri, sei que sou uma pessoa que não se incomoda com muita coisa, entretanto, não muito fácil de lidar. É muita impulsividade e inconstância para um corpo só.

Caí na Lagoa da Conceição enquanto reatava um amor passado. Acho que é castigo. E nessa história de castigo e consequência, estou esperando o meu por, até mesmo, me esconder da namorada dos outros embaixo de um cobertor, apesar de não ter conhecimento da mesma. 

Fui convidada para Chá de Bebê de uma amiga.. É, assim você sabe que a vida não passa; corre. Morreu Niemayer, Morreu Hebe e a gente aqui, esperando o Silvio Santos ir embora também.

Bom, quando começa-se o ano na Ilha de Superagui, jorrando psicodelia nesse Dois Mil e Doce, não há muito o que fazer. Você sabe que será especial. E foi. E está sendo.

segunda-feira, janeiro 23, 2012

transpassou um ano.
um ano de tropeços, loucuras.
como dizem: piras.
uma atrás da outra.
situações amargas, fortes.
assim como as ipiócas, assim como os comprimidos.
assim como as relações.
uma engolindo a outra.

era um ciclo, como uma cobra mordendo o próprio rabo.
como uma roda.
ou duas
ou três.

e agora aqui, nessa agonia de saudade.
podia ser tanto.. e agora é mais.
'demais.. nunca é demais.'
pra frente, pra sempre. até quando puder.

sábado, janeiro 07, 2012

O Retrato de Dorian Gray;

" - (...) Você é inconstante, não pode sentir o que eu sinto!
- É por ser inconstante que eu penso assim. Os que são fiéis só conhecem o lado comum do amor. Só a infidelidade sabe as tragédias do amor."


" - Boa influência é coisa que não existe, sr. Gray. Toda influência é imoral... do ponto de vista científico."


" - (...) O homem devia viver plenamente sua vida. Todo impulso que sufocamos, em nós, nos envenena. Peque o corpo uma vez e estará livre de pecado, porque a ação tem um efeito purificador. A única maneira de se livrar de uma tentação é ceder-se-lhe. Resistamos e a nossa alma adoecerá de desejo do que proibimos a nós mesmos. A renúncia nos estraga a vida. Dizem que os grandes acontecimentos do mundo ocorrem no cérebro."


"A diferença entre um capricho e uma paixão eterna é que o capricho dura um pouco mais"


"A pontualidade é a ladra do tempo"


" - Eu digo as verdades de amanhã
- E eu prefiro os erros de hoje"


"A vida tomava um colorido vivo. Era como se estivesse caminhando através do fogo."

segunda-feira, abril 11, 2011

Atuando de crítica da minha vida em peça.

Difamação que produzi pois sentia efervescer o sangue ao deparar-me com as citações mil. "É parte de mim descrita" diziam, seguida por um suspiro. E eu apegava-me a síndrome underground de preferir o não-divulgado, quase maltratado. Os tais "malditos".
Contudo me deixei ser arrastada para o grupo da "descrição". Ao entrar no singelo auditório do Teatro Lala Scneider e notar as vibrações de rádio (na) cabeça reproduzindo Creep e, em formato helicoidal, entrelaçando para seguir em High and Dry.. e sentada fitando a metamorfose desdobrando no palco enquanto de mãos dadas com a situação mal-resolvida.. ou bem, não sei.
Começa o espetáculo com uma puta adúltera, cujos sapatos vermelhos invadiram meu sono noite passada. A cena foi tomada por uma dama da noite, boy, vou te contar. Essa era vivida, tem experiência de quem só vê a roda, não está na roda. Sente a roda, entende a roda, queria estar lá, rodando, rodando. Todavia está ali, prosseguindo na noite, não existindo de dia. Problemas não tem, somente o de coexistir com uma roda que respira quando ela sabe o desespero que é a sobrevida fora da mesma.
É, boy, você não sabe.
Espetáculo girou, assim como a roda.
Revolucionária sem propósitos após a falta de resultado de suas interferências. Ficou suscetível à loucura da monotonia, do descaso geral. Seu já amante, agora amigo por falta de lógica entre o sexo de uma lésbica acabada e um homem que até cheira a viado, fez parte da cena. Ele iria para o Sirilanka. Na realidade, este "ato" cuja temática trouxe os lacrimejos de um domingo à noite, fez passar um deja vù do passo seguinte, posto que não seja possível. Até mesmo a viagem ao país estranho entrou na jogada, o que levou a uma visão futurista do passado, novamente impossível, entretanto nada utópico.
As borboletas, invertebradas, no auge da loucura. O vazio sem Ana. Ana? Não é preciso explicar. A ligação entorpecida no pedido da carência.
E, por fim, ela andava. Andava bêbada, sem um puto e com o dente quebrado. Andava pé ante pé. Corria. Corria atrapalhada, desesperada, angustiada. Verbos conjugados em seus particípios "ada" sendo jogados nas poças formadas pela chuva. Caiu. Caiu atônita e derram(ada)ou o líquido e a garrafa etílica. Quebrada. Acabada.
Mais uma canção. Fim. Agradecimento, palmas, cortinas. Noventa minutos.
E eu, perplexa, confesso a minha atual admiração e abro uma exceção no estilo de vida (e leitura) maldito.
Aí me disse: Essa peça descreveu a tua vida, né?
E eu relembrei todo o meu preconceito saudável e admiti: É.



(Sobre "Amor e Ponto", peça baseada nos textos de Caio F.)